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Editorial: A Guerra Ideológica que divide o Brasil


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alei um dia para uma petista que Che Guevara era um assassino sanguinário. Ela retrucou dizendo que eu estava assistindo de mais a Globo. Falei recentemente para essa mesma pessoa que o "Orçamento Secreto" era tão criminoso quanto o "Petrolão" ela continuou insistindo em culpar a Globo.

O interessante dos dois momentos é que a mesma pessoa em épocas distintas havia mudado de pensamento ideológico: na primeira abordagem ela era petista, na segunda bolsonarista.

Tudo depende de como enxergamos e entendemos a coisa de acordo com nossas conveniências e isso, é o que vem acontecendo em um momento em que a intolerância política, religiosa e diversas ideologias trafegam no mesmo caminho em que a democracia. Caminho esse que agora está sendo pavimentado pela anarquia, pela violência política, pelo partidarismo fanático e até pelo hitlerismo com suas saudações de quem parece desconhecer a história do maior genocídio humano.

Não sou doutrinado por ideologia partidária nenhuma, muito menos simpatizo com o lulismo ou o bolsonarismo. Penso que os dois são crias um do outro e o que vem acontecendo no país com a permissão desses senhores e com os confrontos de ambos numa violência gratuita, extremista e sem sentido, demonstra que o abismo que o Brasil está, pode ser o colapso de uma democracia conquistada a duras penas e que o fanatismo e o distúrbio da razão está tentando enterrá-la numa cova funda.

Se você não gosta do Supremo Tribunal Federal porque tem ministros como Alexandre de Moraes, Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski, Carmém Lúcia e Companhia (eu particularmente não admiro a Suprema Corte, mas respeito as instituições democráticas): prefere um Congresso fechado e todas as instituições brasileiras manobradas e mantidas por um déspota, então você não respeita liberdade de opinião, não respeita as decisões soberanas do povo e acredita que podemos viver bem melhor em um país repressivo, ditador ou sob o julgo de um autocrata.

Não gosto de MST e de outros movimentos que só atrapalham o desenvolvimento deste país. Fechar rodovias e tirar o direito de ir e vir das pessoas também não é a forma correta de protestar, mesmo que o protesto não tenha sentido nenhum, a não ser desrespeitar o resultado das urnas que não favoreceu uma classe corporativista.

Vejo constantemente blogueiros, sites e até digital influencer se agredindo mutuamente porque discordância virou palco para batalhas verbais e agressivas entrando inclusive no mérito pessoal. Imagino aqueles que têm milhões de seguidores (o que não é o meu caso) que ficam propensos e sujeitos a ataques dos mais terríveis possíveis, subversivos, inclusive com as ameaças de mortes veladas. Os nordestinos acabaram de virar inimigo do povo brasileiro, como se não fôssemos brasileiros. A diretora de responsabilidade social do Flamengo Ângela Machado, esposa do presidente Rodolfo Landim, tratou todos nós de sanguessugas. Ela afirma ser sergipana e diz ter orgulho de ser nordestina. Pediu desculpas. Menos mal. Não adianta aqui atirar pedras na Geni para não utilizar o mesmo instrumento dos agressores sem limites.

A intolerância religiosa também aflorou os seus ânimos e descartou os princípios bíblicos e entrou na guerra de ataques as doutrinas que pensam contrário uma das outras. Pastores e padres transformaram em palanques os templos religiosos e trocaram o sermão por discursos de ódio. Os ateus e agnósticos foram os que mais se distanciaram dessa onda de intolerância ou foram mais discretos. Creio eu.

O meu caderno digital, assim como as minhas redes sociais têm o intuito de informar e sempre utilizo as fontes e os mecanismos mais fidedignos possíveis como Veja, Isto É, Agência Brasil, Diário de Pernambuco, Folha de Pernambuco, G1, Correio Braziliense, CNN, BBC e mesmo tendo acessos limitados porque em verdade o meu público é minúsculo em comparação com os blogs: Araripina em Foco, Roberto Gonçalves, Fredson Paiva (pioneiros na região) de vez em quando um descontrolado ainda acessa as minhas páginas para fazer ataques antidemocráticos e ideológicos.

Uso o meu blog para escrever sobre a História de Araripina, a História de Pernambuco, a História do Futebol das Histórias que marcaram época, o que em verdade não atrai uma gama de leitor construtivo, um leitor que pensa, que reflete, que analisa, que sai da carapuça de ideologias catatônicas e da política microcósmica para pelo menos respeitar quem pensa diferente. Já pensou se todos nós pensássemos iguais a essa gente que acredita que sua ideologia precisa está conectada a dela?

Não sou obrigado a ser agredido ou permitir ofensas porque penso diferente e também não posso concordar com os demagogos e hipócritas de plantão que acreditam que as redes sociais são espaços para permissividades, ataques frontais a democracia, a liberdade de expressão e a pessoalidade.

Enquanto o país se divide e é doutrinado pelas estirpes que a política pariu, vamos nós aqui tentando semear a união para não ver o Brasil que amamos com sua gente se digladiando por ideologias, fanatismo e intolerâncias que nos faz parecer animais irracionais. Com todo respeito aos animais.


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