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Opinião: "Os Caras de Pau" - Luz, câmera, falta ação!

“Só com um governador conseguimos isso tudo para Araripina, imaginem com um presidente, Ave Maria!!!”.

Luciano Capitão – Presidente da Câmara de Vereadores


“O grupo só aumenta, os blogs da capital só elogiam. Alexandre consegue administrar tão bem que as pessoas dos outros municípios elogiam”.

Valmir Filho – Vice-prefeito
As frases supracitadas foram apartes à entrevista de Alexandre Arraes em cadeia de rádios no dia 24 de dezembro de 2013, no Programa Tribuna Livre da Rádio Grande Serra FM, serviram de inspiração para o articulista que se sente fastidioso com um repertório repetitivo de políticos falastrões, fanfarrões e enganadores.

Estão tentando claro, contemporizar, trivializar e personalizar questões sérias de uma gestão que tem como cartão de visita o lapso moral.

As falas acima também faz parte de um teatro montado para desviar a atenção da opinião pública, com um espetáculo protagonizado apenas para mascarar os erros grosseiros de uma gestão que quer omitir a verdade e não quer admitir que nada fora feito e que o buraco fica cada dia mais fundo.

Um 2013 abençoado, que andou bem, avançou em todos os sentidos, com as contas em ordem, cumprindo com todas as obrigações diante do Tribunal de Contas do Estado – TCE, como declarou efusivamente Alexandre, não repercutindo na imagem de sua popularidade que se for medida, será comprovadamente desastrosa.

Arraes esnobou e disse que a parceria com a Câmara de Vereadores é das melhores, que o legislativo municipal não faz política pequena e que a oposição elogia a sua gestão. Pudera caro prefeito, tem maioria na casa, um presidente conivente com as causas de interesses do executivo e uma oposição que faz pouco barulho, prova que em terra de cego, quem tem um olho é rei.

Continuando o mesmo blábláblá de sempre, Arraes disse que abriu as contas para a Câmara Municipal e que a ordem política é outra, saindo da conversa pequena para o trabalho. Abriu as contas para quem? Se a ordem política da Administração de Arraes é coisa para conversa grande tem sim conseguindo êxito, pois a reação da população ainda é pequena, quando a nossa sociedade começar a perceber e reagir diante de tanto trabalho difundido erroneamente e mentirosamente, aí sim deixaremos de fazer a política que tem mantido o prefeito incólume perante a realidade que ele não tem coragem de divulgar e admitir e reagiremos como cidadãos conscientes.

Enquanto isso a imprensa (aquela) se faz presente para fazer os questionamentos que são de interesses exclusivos do nosso mandatário municipal.

Valmir Filho o vice-prefeito de maneira artificiosa, autor da frase preâmbulo do nosso artigo, afirmou que Alexandre não fica nervoso (falaremos disso no final do nosso ponto de vista) e que Araripina vai rumar para um grande futuro.

Luciano Capitão, o presidente, tripudiou ao dizer que quem não enxerga é porque não quer ver, que Araripina antes era um caos e que a política de Arraes é de decência e que todos os vereadores trabalham em cima de uma cidade melhor. Falou da importância de eleger um deputado estadual e um federal e o governador do PSB.

Bom, caro presidente, se tem algum míope nessa história de contos de fadas e de uma cidade em que para vocês está uma maravilha e um paraíso, é melhor consultar o oftalmologista. Acho que está na hora. O caos afirmado pelo senhor de antes realmente eu posso admitir como verdade, mas se alguma coisa mudou pode ter certeza que foi apenas para alimentar essa política fisiológica que manteve no poder as pessoas de vosso interesse e de uma meia dúzia que sempre esteve por gestões a fio garantindo as benesses dos recursos públicos.

Quanto à importância de eleger um governador do PSB, não queiram iludir o povo, é simplesmente para garantir a permanência no poder sem ser incomodados pelos órgãos de fiscalização que antes sim, eram frequentes na nossa cidade com os mesmos desmandos e absurdos que vivenciamos atualmente.

Alexandre completou que Araripina é bem vista no noticiário regional e estadual e que é fruto do trabalho e que tem combatido aqueles que deixaram a situação em que ela se encontra.

Há controvérsia. Arraes ficou seis meses como interino e agora completa o ciclo de mais 12 meses e continua com a cantilena de que a situação que está hoje foi culpa do seu antecessor. Isso vai durar até quando? E quando ele terá coragem de assumir que a situação em que se encontra o município é tudo culpa da sua administração. Vai continuar “botando” a culpa nos outros quando as dificuldades são inúmeras para a resolução dos problemas mais crônicos do nosso município? Tem governador, TCE não incomoda, Ministério Público muito menos, Câmara de Vereadores faz o dever de casa direitinho, e então, falta o que mais para assumir que a gestão descarrilou mais pode voltar aos trilhos? Seria bem mais sensato.

Arraes afirmou que a previsão para 2014 é de muitas obras e que Araripina entrou no rumo de cidade organizada, cheia de realizações e de uma nova ordem política. Disse que tem contrariado alguns interesses (vaidades pessoais) e garantiu que não tem rancor político com ninguém. Deixa evidente que é o governo da maioria e quem manda é o povo de Araripina. – Vamos fazer muito o ano que vem, vamos ter os nossos candidatos (referindo-se a deputado estadual e federal) e que temos o maior grupo político da história de Araripina.

Talvez se o prefeito dissesse que estamos no rumo para organizar a cidade seria muito melhor do que lograr os nossos munícipes e que governar para maioria como vem sendo feito de maneira espetaculosa é uma inverdade. Ter o poder sim, sem se sentir amedrontado e nem fiscalizado é o ímã para atrair mais interesseiros, e isso não quer dizer que um grupo grande é a demonstração de que as coisas estão no rumo certo. Para os apaniguados do grande grupo, que tem garantido os privilégios aí sim, esses podem assegurar que tudo está andando muito bem.

O vídeo do natal da Prefeitura de Araripina (uma imitação global) é um espetáculo cinematográfico a parte e mostra os personagens de um mundinho incrível e encantado, dos contratados, dos comissionados, mesmo que o mundo real e ou a cidade real não é essa amostra ridícula de magia.

Luz, câmera, falta ação nesse governo que comanda com mão de ferro e chicote em punho e fez da prefeitura a casa grande e do nosso povo o seus escravos.

A senzala é cada uma das instituições municipais, que vive vigiada pelos capitães-do-mato.

Essa semana, para ser mais especifico, dia 22 de dezembro de 2013, dois dias que antecediam o natal, dentistas e enfermeiros procuraram o Setor de Recursos Humanos em busca de seus contracheques para chegar a uma confirmação dos descontos abusivos nos seus décimos terceiros e procurar uma via para resolver o problema. Obtiveram a resposta da funcionária que tinha ordem para não repassar nenhum documento (ferindo a Lei Federal nº 12.527/2011 - de Acesso a Informação).

Foram surpreendidos de súbitos pelo prefeito que agrediu a todos verbalmente e protagonizou cenas dantescas e de descompostura. Logo acompanhado pela primeira dama, o teatro de cenas de desrespeitos aos profissionais se consumou e a falta de controle emocional demonstrou que Arraes não é esse homem centrado e tranquilo como deixou transparecer o seu vice.

Só podemos concluir perguntando se uma gestão governada dessa maneira pode sobreviver.

“Não pergunte o que seu país pode fazer por você – pergunte o que você pode fazer pelo seu país”

JFK

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1 Comentários

  1. A escolha de Alexandre e do seu grupo de vereadores, mais do que evidente, é a de governar para os ricos. Não querem acabar com os pobres de imediato. Precisarão deles, em momento oportuno, para se servir do seu projeto político. Ficou evidente ao apagar das luzes de 2013, a aprovação da isenção do IPTU para os mais abastados da cidade. Simplesmente, sem nenhuma obrigação dos donos dos loteamentos, aprovaram sem contrapartida benefícios como iluminação, calçamento e esgoto sanitário. Sabem quem vai pagar a conta? Pois é futuro morador – preparem os bolsos – a conta vai ser sua. Como o IPTU serve para custear despesas de administração e investimentos em infraestrutura do município, além de serviços essenciais à população (saúde, educação, segurança), pergunto: o Sr. Alexandre Arraes e o seu grupo de vereadores não estão lesando a cidade? Mais uma pergunta: na mesma proporção de benefícios dados aos ricos, qual o projeto do gestor ou da câmara que teve impacto positivo para a população? Quando vejo o Sr. Alexandre ladeado com a primeira dama (não esquecendo – “a queridinha do palácio do governo para deputada federal”) aos sorrisos, recentemente, com Eduardo Campos, segundo ele, Alexandre, atrás de verbas, entre outras, para a reforma do Hortifrutigranjeiro, eu distante 2500 km de Araripina pensava que tal reforma já tivesse terminado. Ora, a quase um ano da assinatura com pompas e circunstâncias, com registro pela imprensa de tal ato, já tinha como certo o término da obra. Quanta inocência. É evidente que isto não aconteceu. Alexandre não perderia a chance, de mais uma vez, de “se amostrar”, como todo político, indo às rádios, chamando os mensageiros de Deus (seus blogueiros) e os anjos com trombetas para anunciar a inauguração da bendita obra. Se já fez isso “doando” uma simples cadeira de rodas e posando ao lado de coletes para moto-taxistas, podemos imaginar que teremos feriado na cidade quando da inauguração do “novo” hortifrutigranjeiro.
    Em vez de ir tomar café com o governador, já que são tão íntimos, um simples telefonema ou uma conversa pelo Skype não bastaria para resolver problemas pontuais?
    Se o Sr. Alexandre, com tantas assinaturas de projetos (quais finalizados?) finge que administra uma cidade, que tal fingirmos que acreditamos. Imagine um paraquedista que salta e não sabe aonde vai cair. Assim é o que acontece com o atual gestor. Caiu em Araripina e não sabe a que veio. Não entende nada de administração pública e não se esforça para aprender.
    Em tempo. Falando da administração exemplar (risos) do prefeito não vi mais publicado a chamada para retirada do salário mensal do funcionalismo público.

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