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OPINIÃO: GOVERNO DE GLAMOUR. ENQUANTO ISSO A CIDADE...



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antos assuntos nesses dias sem produção textual e aconteceram tantas coisas e surgem a cada instante mais um, e tantos mistérios que precisam ser desvendados, que servirá como condimento para realçar a minha satisfação e o meu faro investigativo. 

Estamos vivendo um período apreensivo em Araripina. As cortinas do palco se fecham para o povo não enxergar (se ele enxergar) que um circo foi armado e como sempre bolas vermelhas distribuídas (com corda elástica laranja) para ser fixado nos nossos narizes. 

Estava se sentido um tanto acovardado e resolvi sair do casulo para cumprir com o meu papel de cidadão jornalista e pontuar em síntese a minha indignação. 

Assisti ao pé do rádio a entrevista do prefeito de Araripina – Alexandre Arraes (PSB), no dia 29 de novembro deste, no Programa Tribuna Livre – Capitaneado pelo Radialista – Genival de Souza – na Rádio Grande Serra FM. Ele mais uma vez fez uma exposição dos seus feitos a frente da gestão e segundo ele Araripina está caminhando bem e aos poucos vai conseguindo se erguer das tragédias do passado. 

Obras como a Academia das Cidades, Posto do SASSEPE, Reformas de ESFs, Saúde no Campo, melhorias no Centro de Saúde, Distribuição de Tablets nas Escolas Municipais, Reformas de Escolas e Creches, calçamentos de ruas, climatização da casa de Apoio na Capital, aquisição de um ônibus novo (alugado é claro) foram ações pontuadas por Arraes e que o município avançará no conjunto obras. Além do mais deixou claro a parceria com o governo do Estado nos investimentos com os recursos estaduais em nosso município. 

Bringel (bem pago) como sempre ao telefone parabenizou o prefeito pelo trabalho que vem realizando na cidade (me avisem por favor que quero documentar – risos), disse que a maioria está satisfeita (ou calada) e que Arraes está botando a cidade nos trilhos (de um trem desgovernado). 

O chefe do poder executivo falou de política estadual e nacional. Dizendo que Eduardo Campos é a via para acabar com a polarização PSDB e PT, que existe a décadas na disputa presidencial. E que na corrida estadual o nome indicado por Campos será forte para o enfrentamento com o candidato do PTB – Armando Monteiro, que tem nas pesquisas de intenção de votos 23%, e que sobram ainda 77% que estão soltos e que serão decisivos. 

Bom, a entrevista só era interrompida quando um ouvinte na linha telefônica queria falar para parabenizar o prefeito pela entrevista (quanta frivolidade). Ouvintes conhecidos de outras épocas e que tem o DNA de bajulador nas veias. Pronto. Somente para esses cidadãos o telefone estava disponível. 

E o prefeito num súbito de arbitrariedade e insanidade quando fora questionado sobre a relação com o Sindicato dos Servidores Municipais, disse que vai ouvir o representante para discutir a questão salarial, só não concorda com a reunião deles em manifestação com carro de som para denegrir a imagem da gestão. Isso é constitucional prefeito. Isso se chama liberdade de expressão de organização. Isso se chama DEMOCRACIA. 

Findando a entrevista afirmando que o natal de luz será o natal de um novo tempo (já virou cantilena para os nossos sensíveis ouvidos), muita coisa ficou para se esclarecer: o pagamento do 13º (que de acordo com a Lei nº 4.749, de 12 de agosto de 1965 – que diz no seu Art. 1º - A gratificação salarial instituída pela Lei número 4.090, de 13 de julho de 1962, será paga pelo empregador até o dia 20 de dezembro de cada ano) e o salário de dezembro, que não tem nada definido e nem oficial, apenas boatos. 

Como o ex-Bringel mesmo deixou transparecer em sua fala quando usou o telefone para elogiar o prefeito que o povo precisa lhe dar um voto de confiança, ficou claro a insatisfação da população com o Governo Arraes. As obras da Flamax não continuam, nem da OTL e ficamos pensando o que de pior e desastroso tem para nos oferecer. Os eventos municipais, com inaugurações regadas a enganação e muita falação precisa se materializar e ser transformada em ações que não seja só de iludir. 

Quero guardar um resto de munição para falar da situação em que se encontram os consultórios odontológicos (quando ouvi alguns profissionais da área tristes com as situação calamitosa dessa atividade que necessita desde segurança, controle, higiene e o cumprimento da normas sanitárias), mas que não tem tido as condições para execução com o zelo que lhe é preconizado pela legislação. 

A também demissão do Dr. Agamenon Braz, a aprovação das contas de Bringel e enfim, outros temas que servirão de âncora para os meus relatos e desabafos. 

Para que o mal triunfe, basta que os bons ou justos não façam nada. 

Até a próxima.

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1 Comentários

  1. “Era uma vez...” Era assim que se iniciavam as histórias de contos de fadas contadas por nossas mães enquanto estávamos aninhados em seu colo. Às vezes, quando fazíamos alguma traquinagem o conto tinha alguma variação voltada para o medo. Então, permita-me contar uma história de descaso, de falta de comprometimento e, também, de medo.

    “Era uma vez um empresário, que apesar de ter sobrenome de família de políticos, era totalmente desconhecido nesse meio. Empresa endividada, corte de energia eminente, atraso de pagamentos, funcionários insatisfeitos. Sem nenhum carisma e ruim de voto, conseguiu ser vice na chapa de um político, para a maioria carismático, por influência de um “grandão” da capital. Traçado o plano, na primeira oportunidade, conseguiram destituir o então líder “carismático”. Começou, assim, o 1º Reinado. Tornado “Rei”, após alguns recursos sem sucesso do líder deposto, uma das primeiras ações foi tentar decretar estado de calamidade para uma cidade já há muito debilitada pela seca. Dinheiro que a população nem veria a sua cor, caso tal decreto tivesse êxito. As festas, aquelas que poderiam ser superfaturadas, permaneceram. Ainda neste 1º Reinado conseguiu mandar os filhos e amigos dos filhos para um passeio nas terras do Tio Sam. Reclamaram muito, mas a tropa de choque (imprensa marrom) veio em peso para salvar o Rei de tanta injúria e difamação. Intervenção à vista. Apenas uma manobra do “grandão” da capital para dar fôlego ao Rei, ainda sem a coroa definitiva. Afinal, as eleições para o ano seguinte estavam próximas. Com receio, mas quase certo da vitória, o futuro Rei colocou em campo as pessoas que mais babavam por ele. “Se não colocar as fotos na portas das sua casa e levantarem bandeiras da cor do partido você pode sofrer conseqüências” – assim diziam, friamente, seus partidários. Coitados daqueles que não eram concursados. Logrado êxito, e já finda a intervenção, começou o 2º Reinado. Nem passado um mês de reinado, já se pensava em dar um título de cidadã à Rainha por seu espírito de luta, por lutar pela família, por ser mãe e esposa exemplar, etc, etc.
    Circo armado, e a população com nariz de palhaço assistiam impotentes, as mentiras jogadas nos rádios e na mídia digital. Procurava-se fazer notícia apenas para aparecer, fazer pensar que algo estava sendo feito. Uma entrega de cadeira de rodas daqui, coletes dali, anotando as reivindicações da população (aposto que rasgou o bloquinho de anotações no meio do caminho), reuniões com associações, assinatura para calçamentos (inclusive com a foto do contrato em destaque), tudo documentado em fotos e sorrisos. Não esquecendo que boa parte da platéia era formada por contratados forçados a dar vivas ao Rei.
    Fala-se tanto em projetos realizados (e não comprovados), porém para pagar um pequeno salário a um motorista, que tem família, compromissos inadiáveis, demora-se meses e depois de muitas promessas não cumpridas paga-se apenas uma parcela.
    Ruas que podem se desmanchar já na primeira chuva forte de inverno. Esgoto a céu aberto, buracos abertos e não fechados há mais de ano fazem parte deste reinado que se diz exemplar. Na pequena chuva destes dias já dá para contar o número de buracos e lixo no meio da rua.
    Um dos primeiros decretos foi proibir a população de se manifestar contra o seu reinado. Nas entrevistas, o Rei só recebe elogios, inclusive de outrora desafetos políticos como tivesse procuração da população para dizer que tudo está funcionando como nunca se viu nesta cidade.
    Tentativa, outrora, de se cobrar taxa de lixo, falta de medicamentos, reclamação e posterior demissão de médico por não ter nem um bloco de receituário, ostentação de força e de poder de pessoas ligadas ao Rei, e tantas outras coisas incontáveis, se faz desta cidade um REINADO SEM GLAMOUR e de falsas aparências.

    NOTA: Esta é uma história de ficção. Qualquer semelhança com pessoas, local e fatos é mera coincidência.

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