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OPINIÃO: DESCENTRALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE PARA A PRÁTICA DOS INTERESSES POLÍTICOS PARTIDÁRIOS E INDIVIDUAIS



A

ntes da descentralização e da municipalização dos serviços de saúde, em que todas as ações eram de obrigatoriedade do Governo do Estado, o atendimento, a distribuição dos medicamentos, o quantitativo médico, supriam todas as necessidades da população. Naquela época funcionava dentro da estrutura do Centro de Saúde, a Agência Transfusional, o PSA – Programa de Saúde Alimentar (que distribuía cesta básica para as pessoas dos programas de tratamento para hanseníase, tuberculose, doença mental e outros), mais de seis médicos, com várias especialidades, uma ala para atendimento aos casos de diarreia, toda uma estrutura para atender as pessoas em suas prioridades. 

As campanhas nacionais de vacinação tanto humana como animal, eram sucessos e envolviam todos os profissionais de saúde. As campanhas caninas se formava um mutirão porque não tinha os entraves dos dias atuais. Nesse aspecto regredimos e muito. Era a saúde feita e praticada por todos. Os diretores faziam questão da participação dos servidores nas ações coletivas. O vínculo político não fazia diferença e a palavra “perseguição” tão evidente nas ações dos comandantes de hoje, nem se imaginava naquele tempo, aliás, nem se questionava porque o intuito era fazer saúde.  

Os serviços funcionavam, os pacientes eram atendidos desde o ambulatórios, consultório médico à farmácia. 

Com aprovação da Lei 8080/90 – com a ideia de que os municípios são quem sabe as prioridades de suas populações, prevalecendo-se a proximidade entre todas as comunidades, entrou em ação o Sistema Único de Saúde – SUS, um belo programa teoricamente falando, mais um fracasso na prática. 

Hoje tem UBSs, ESFs, UPAs, TFDs - muito recuso destinado para os municípios tudo para assistir o usuário do SUS. Eles servem mais de instrumentos para a politicagem e como cabide de empregos para os aliados dos prefeitos.  

Em Araripina uma gravidade a mais no estado de saúde nos confrontamos com as mesmas situações que foram apuradas pelo Globo repórter – exibido na sexta-feira, dia 13 de dezembro de 2013. 

Alguém pode entender que é fruto de um governo incompetente – claro que é – e não fiquem pensando que se outro entrar será diferente. Os discursos são apenas para garantir a chegada ao poder.  

Os anos de chumbos de Bringel


Deu-se início a uma nova era e um tempo negro principalmente para os servidores do estado cedidos para os municípios. Os que levantavam a bandeira do prefeito eleito o sossego era garantido, mas para quem votou contra e fosse visto fazendo manifestação política (direito de todos nós brasileiros), o terrorismo e as retaliações eram aparentes. 

Fui vítima de perseguição política nas gestões do ex-prefeito Bringel e Valdeir Batista e disfarçadamente tenho sido também alvo da gestão Arraes, prevalecendo é claro um pequeno (isso mesmo) temor ao Ministério Público, instituição que ficava distante do nosso conhecimento e dos nossos direitos garantido na CF, quando Bringel de forma arbitrária, ditatorial e tirana – iniciou a “politica” de “quem manda sou eu”, como se o município fosse privativo dele para as práticas de suas insanidades. Ele foi o protagonista de todo absurdo praticado e serve como um legado em Araripina. Agora a função tem ficado a cargo dos subordinados do poder municipal que acreditam numa vitaliciedade das funções que hoje exercem.  

Fiquei estarrecido quando soube que servidores são constantemente constrangidos e até humilhados (soube deles que foi as lágrimas) por um “rapaz” que fica responsável para recolher as frequências (deve ser um dos que passa o tempo enfiando a mão no bolso do contribuinte perseguindo quem trabalha e não tem ocupação) a mando evidente do prefeito (não seria melhor colocar fiscais na cidade para visualizar sua situação). 

Jamais um funcionário responsável e antigo na função que exerce, cumpridor de suas obrigações e ciente dos seus deveres, precisaria de um controle absurdo desses, que mais parece atitude de gente desequilibrada. Falam tanto em equilíbrio, racionalidade, e aí? 

Não bastasse tudo isso, coordenadores arrogantes, prepotentes e mandões, que sabe pouco ou nada da função que exerce, tem praticado esses atos infames que já deviam estar abolidos do nosso meio e do nosso país.  

Viva o país dos Hipócritas.


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