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OPINIÃO: COMENTÁRIO DO MEU COLABORADOR E LEITOR


Em 1987, de férias, desembarquei pela primeira vez em Araripina. Pedi para o motorista da Itapemirim me deixar de frente da Icoasa, então a empresa mais conhecida da cidade. Este foi o meu primeiro ponto de referência. Depois de caminhar uma grande distância, perguntando daqui e dali encontrei o Sr. Zé Fulô. Não o conhecia nem por foto. Só sei dizer que, naquela casa simples de chão batido e iluminada à noite por lampião, foi o melhor período de férias que passei na vida.

Nunca vi céu tão estrelado. Não se ouvia falar de roubos, furtos, assaltos à mão armada, seqüestros, estupros, pedofilia. Podia dormir de portas abertas se assim quisesse, deixar sua bicicleta, sua enxada do lado de fora. Os animais de criação viviam soltos, e ninguém se atrevia a praticar qualquer delito. Professores e pais eram respeitados. Nos dias de hoje vivemos preso – colocamos grades nas nossas portas e janelas, arames nos nossos muros. Exclusão social empurrando os jovens para a marginalidade. Polícia despreparada e desaparelhada, contaminada com a corrupção e abuso do poder, também, é vítima dos baixos salários e descaso do estado. Políticos locais já pensando em uma eleição ainda longínqua. Conchavos políticos em curso. Já sabemos quem são os atores e como vai terminar a novela. A região do Araripe, que produz 90% do gesso do Brasil, merecia gestores melhores, que fizesse bom uso dos impostos gerados por esta grande riqueza, com escolas de qualidade, hospitais de referência em saúde, melhoria da segurança, ruas trafegáveis, poder público compromissado com a população. Porém com foi dito (permita-me usar a frase) hoje nós vemos: “Muito barulho para pouco feito, muita adulação para pouca ação”.

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