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OPINIÃO: A CIDADE DAS MARAVILHAS



V

oltando a casa do povo e para dizer a verdade, eu queria mesmo era ouvir o pronunciamento da vereadora Camila Modesto (apesar de ela ter muitas deficiências argumentistas) com relação aos últimos acontecimentos e em especial o que tratava da exoneração da sua genitora a professora e ex-vereadora Darticléa Albuquerque, da AEDA. 

O blogueiro aqui insiste em ir de encontro às posições definidas das autoridades representativas da nossa população, já que ali é quase unanimidade que dos 11 (onze) meses que completa a administração Municipal do PSB, o prefeito Alexandre Arraes, já fez mais do que todas as gestões anteriores juntas, inclusive até do que o próprio Emanuel Bringel, unanimidade que tem a aprovação do vereador Bringel Filho, filho do ex-prefeito. 

Os vereadores de oposição foram ausência no “grande expediente” e ouve sim uma disputa acirrada para ver quem em melhor desempenho, com mais determinação defendia o prefeito. A Rádio Câmara ao vivo está no ar e o prefeito precisa saber quem realmente o defende para manter os privilégios. Era um afronte a real situação que vive atualmente o município, mas felizmente a plateia era ínfima (ou infelizmente) para assistir aquele teatro de interesses saciados momentaneamente pelo prazer da avareza (o pecado capital que demonstra apego ao dinheiro de forma exagerada) e pela satisfação de se sentirem “os mosqueteiros”, só que ao invés de três, eram nove e apenas um naquela encenação melosa não passava de mero figurante. 

Sorridente e transparecendo um grande sentimento de contentamento, o Líder do Governo – O vereador Francisco Edvaldo, era o mais efusivo (apesar de sua efusão não ser tão natural) e se sentia o próprio rei naquele teatro, e eu na plateia me sentindo o bobo da corte, procurava uma brecha para bater em retirada, já que quem devia estar ali combatendo os soldados inimigos abandonou a batalha.  

Visitar o Legislativo Municipal tem sido convite constante para que o povo participe das sessões para saber o que os nossos representantes realmente fazem em prol do coletivo, mas atualmente não tem sido muito convidativo sair do conforto da nossa casa para assistir inerte ao teatro dos interesses promovidos pelos nossos vereadores, que mais parecem títeres controlados pelo poder executivo municipal. 

O festival de declarações parece encenação encomendada ou obrigada, afinal ou faz parte do grupo do prefeito (defendendo-o publicamente) ou não faz. Defender o Governo Municipal tem sido praxe pela a maioria na Câmara de Vereadores, e não fazê-lo, pode trazer dores de cabeça porque eles precisam fazer jus a benevolência do poder executivo com os “recursos do povo”. 

Enquanto isso a oposição cobra e exige menos, e eu já disse antes: fazer barulho é preciso, criar situações de conflitos é preciso, para isso é que existe o oposto, o contrário, o bom senso, a liberdade e a democracia. Fazer pressão para argumentar e aumentar a temperatura do debate e das discussões para forçar o gestor municipal a sair da zona de conforto, que tem feito com que ele se safe incólume e que pare de viver numa “cidade das maravilhas” é preciso. Fugir aos debates e deixar todos nós acreditando que estamos vivendo nesse paraíso fantasiado pelos vereadores da situação, é no mínimo constrangedor.  

A Araripina maravilhosa para os vereadores da bancada governista já é a realidade de um novo tempo, para nós o caos que ninguém quer enxergar. 


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